INCONTINÊNCIA URINÁRIA - Prevenção e tratamento com o Método Pilates

September 20, 2016

 

 

A incontinência urinária (IU) é definida pela Sociedade Internacional de Continência (ICS) como qualquer perda involuntária de urina e pode muitas vezes causar constrangimento, depressão e até mesmo o isolamento social. Nesse sentido, a IU é considerada um problema de saúde pública, e embora possa acontecer em qualquer fase da vida sua prevalência aumenta com o avançar da idade. Apresenta relação de ocorrência de duas mulheres para cada homem. Alguns fatores de risco podem estar associados ao aparecimento dos sintomas, entre eles o próprio envelhecimento natural das fibras musculares, a redução da função ovariana após a menopausa, a obesidade, a gravidez e os múltiplos partos vaginais. Já a IU no homem tem sido relacionada a vários fatores, sendo considerados os mais importantes, a idade avançada, a hiperplasia prostática benigna (HPB), o tratamento de câncer de próstata, as incapacidades física e mental e algumas doenças prevalentes em idosos como o acidente vascular cerebral e o mal de Parkinson, além de medicações e cirurgias que são potencialmente capazes de provocar a diminuição do tônus muscular pélvico e/ou de gerar danos nervosos. Existem três tipos de incontinência:

 

  • a de esforço: quando há perda de urina ao tossir, rir, fazer exercício, etc.

  • a de urgência: ocorre quando há súbita vontade de urinar e a pessoa não consegue chegar a tempo ao banheiro.

  • a mista: associação dos dois tipos anteriores.

 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) “a incontinência urinária não é normal em nenhuma idade. Ela é uma doença para qual há procedimentos de diagnósticos e tratamento”, explica o diretor de Comunicação da SBU, Carlos Sacomani. “O idoso tem algumas alterações na bexiga que o levam a desenvolver a incontinência, seja pelo envelhecimento do esfíncter ou por microcontrações que surgem na bexiga”, acrescenta.

 

PREVENÇÃO

 

Segundo a SBU, a prevenção à incontinência urinária se dá com administração de exercícios para o fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico. O exercício consiste na contração do assoalho pélvico por 10 segundos e o relaxamento por 10 segundos. O movimento deve ser repetido 10 vezes por, pelo menos, três vezes ao dia. Estes músculos são importantes para o controle da micção. A primeira opção de tratamento é o exercício acompanhado por um fisioterapeuta para conscientização do músculo que precisa ser contraído. Em muitos casos, o exercício já resolve o problema, por isso é necessário consultar o urologista. Além dos exercícios, ter hábitos saudáveis auxiliam na prevenção, tais como: evitar o sedentarismo e a obesidade; controlar o ganho de peso nas gestações; praticar exercícios para fortalecer o assoalho pélvico; evitar a prisão de ventre; não fumar (para diminuir a tosse e a irritação da bexiga).

 

O MÉTODO PILATES vem ganhando destaque como uma técnica preventiva e complementar à outros tratamentos, seja aliado à terapias conservadoras, como pré e pós cirurgico, já que abrange principalmente a estimulação dos músculos do assoalho pélvico em quase todos os exercícios que envolvem o método. Ele possui como grande objetivo fortalecer os músculos que podem diminuir as perdas de urina, além de estimular a percepção corporal e ajuste postural, resultando numa melhor qualidade de vida. É essencial que os pacientes portadores da disfunção sejam especialmente avaliados para que as causas primárias sejam investigadas e tratadas, bem como continuamente monitorados e realizem exercícios mais específicos durante as sessões. Tal abordagem adequadamente conduzida e supervisionada alcança resultados satisfatórios.

 

Referências:

 

Bicalho, Mariana Bezzon, & Lopes, Maria Helena Baena de Moraes. (2012). Impacto da incontinência urinária na vida de esposas de homens com incontinência: revisão integrativa. Revista da Escola de Enfermagem da USP, 46(4), 1009-1014. https://dx.doi.org/10.1590/S0080-62342012000400032

 

Higa, Rosângela, Lopes, Maria Helena Baena de Moraes, & D'Ancona, Carlos Arturo Levi. (2013). Male incontinence: a critical review of the literature. Texto & Contexto - Enfermagem, 22(1), 231-238. https://dx.doi.org/10.1590/S0104-07072013000100028

 

Knorst, Mara Regina, Royer, Camila de Souza, Basso, Daiane Marcelle da Silva, Russo, Juliano dos Santos, Guedes, Roberta Giacobbo, & Resende, Thais de Lima. (2013). Quality of life assessment before and after a physical therapy intervention for urinary incontinence. Fisioterapia e Pesquisa, 20(3), 204-209. https://dx.doi.org/10.1590/S1809-29502013000300002

 

Maggi, Débora Mengue. (2011). A Influência do Método Mat Pilates sobre a Incontinência Urinária de Esforço Feminina. Trabalho de Conclusão do Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel no Curso de Fisioterapia da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC. http://200.18.15.27/bitstream/1/352/1/Débora%20Mengue%20Maggi.pdf

 

Sociedade Brasileira de Urologia. Disponível em: <http://portaldaurologia.org.br/noticias/sbu-alerta-sobre-incontinencia urinaria/>. Acesso em 19 de setembro de 2016.

 

Sousa, Juliana Gonçalves de, Ferreira, Vanessa Ribeiro, Oliveira, Ricardo Jacó de, & Cestari, Cláudia Elaine. (2011). Assessment of the pelvic floor muscle strength in elderly female with urinary incontinence. Fisioterapia em Movimento, 24(1), 39 – 46 https://dx.doi.org/10.1590/S0103-51502011000100005

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